segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

1ª BATALHA 2 vs 2 VARGEM GRANDE - MA


Uma programação unificada  1° batalha 2 vs 2 em Vargem Grande foi organizada no último domingo (27.02) pela CUFA Vargem Grande, em parceria com a Associação Cultural de Artes e Danças (ACAD) 
Durante o evento os jovens que participaram  demonstraram suas habilidades e talentos desenvolvidos com o apoio da coordenação base.

 A abertura da do evento  contou com rodas de break com b.boys das cidades de SÃO LUIS, ITAPECURU, ROSÁRIO, CANTANHEDE E VARGEM  GRANDE. Em seguida o inicio da batalha com o júri  B.BOY VINY (SÃO LUIS), B.BOY RAFA (ROSÁRIO) e OSMAEL – coreografo e grafiteiro ( VARGEM GRANDE) onde saíram com o titulo de campeões b.boy SKILO e MANINHO da cidade São Luis da CREW MARABREAK.

Antes do encerramento da programação, ainda pudemos conferir uma apresentação de roda de b.boys onde todos saíram vencedores.

 O Kzarão é um espaço conquistado pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD. A entidades transformaram um galpão abandonado (uma antiga escola) em pólo de produção de manifestações culturais vargem-grandense.

 Com o esforço da coordenação das entidades o espaço está sendo melhorado para atender as necessidades da juventude das comunidades do entorno. Os visitantes do espaço podem conferir estampados nas paredes do Kzarão o talento do grafiteiro Osmael de Sousa, que também é um dos coordenadores da CUFA Vargem Grande.

 Esse é mais um trabalho realizado com muito esforço e trabalho duro pela CUFA VARGEM GRANDE.




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

CUFA e Nike Juntas Também no Futebol de Salão


Nike Inaugura Oficina de Futsal  em Parceria com a CUFA no Viaduto de Madureira
Em parceria com a CUFA, nesta segunda-feira 14 de fevereiro, a Nike inaugurou a escolinha de futsal do Viaduto Negrão de Lima, em Madureira. O projeto aposta no desenvolvimento social e esportivo dos jovens, para incentivar a prática do esporte e promover integração dos alunos.

Os responsáveis pela Nike João Chueiri, Ana Vitória Surreaux  e a representante da CUFA Nega Gizza, deram início às atividades chamando todos os atletas para o centro da quadra e lhes entregando os uniformes.
- Esse projeto marca a oportunidade desses jovens realizarem seus sonhos.  Para que se eles não forem atletas do futuro, sejam pessoas de valores. Esperamos repetir com o futebol, o mesmo sucesso que a parceria teve com o basquete de rua. – Completou João.

O professor de Educação física responsável é o Marcius Vinícius Bordoni, que tem experiência com o esporte e está muito empolgado com o novo projeto.
- Espero poder contribuir na formação social e profissional desses jovens, para que eles sejam bons cidadãos e até excelentes atletas. – Disse Bordoni.
Entre as meninas, o destaque é para Fernanda Gomes. A atleta  já passou por clubes como Vasco e Flamengo, mas atualmente joga no time feminino do Fluminense.
- Eu não gostava de futebol, comecei a jogar porque levei meu irmão pra aula e um dia faltou um jogador no time, então entrei pra completar. Me apaixonei pelo esporte e não parei mais. Espero ajudar a divulgar o esporte e me desenvolver como atleta. – Disse a jogadora, que tem 14 anos e joga desde os 7.

Entre os meninos, Murilo Moreira é o mais velho do time e procurou a escolinha esperando integração e visibilidade no esporte.
- Essa é uma boa oportunidade pra quem quer se aperfeiçoar no futsal e ganhar visibilidade. Espero que esse projeto abra portas pros alunos e pra outras iniciativas como essa. – Disse o atleta, que começou a jogar no Rezende.

Poderão participar das atividades meninos e meninas de 13 a 18 anos, que levem cópias da identidade, da certidão de nascimento, duas fotos em tamanho 3 x 4, comprovante de residência e de matrícula escolar.
As aulas serão no Centro Esportivo da CUFA, na Rua Alfeu Faria de Castro  – Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, nos seguintes horários:
Masculino: Segundas  e quartas – Das 14 às 16hs.
Feminino: Quartas – Das 9 às 11hs.




 

Lula Parabenliza Cufa no Fórum Social Mundial

A Cufa por convite da Petrobras participa do Fórum Social Mundial que acontece na cidade de Dakar no Senegal. O representante da Cufa, Manoel Soares nesta segunda feira foi recebido por movimentos sociais locais que lhe apresentaram iniciativas na área de educação e saúde.

Na parte da tarde a Cufa foi convidada a participar do evento mais esperado desta edição do Fórum, a visita do ex - presidente Lula. Ao lado das maiores autoridades africanas Lula destacou a importancia de momentos como os vividos em Dacar, pois há 10 anos, relembrou que na cidade de Porto Alegre, participou da primeira edição onde muitos dos problemas discutidos hoje do mundo foram apontados.

Entre suas falas, Lula destacou que os países considerados favelas do mundo, hoje representam soluções e que em menos escala é importante não desconsiderar as nações e comunidades mais pobres, pois produzem conhecimento e cultura.

Quando perguntado sobre movimentos sociais no Brasil, o ex - presidente Lula puxou uma camiseta da Cufa e frente as cameras de todo o mundo, ele disse que iniciativas como estas tem grande importância para o desenvolvimento social. Para concluir, parabenizou as ações da Cufa em todo o mundo e reafirma sua admiração ao trabalho realizado nos mais de 12 países do mundo.




Manoel Soares


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Tarde Cultural inaugura o Espaço Kzarão em Vargem Grande

Uma programação diversificada sob a denominação de Tarde Cultural foi organizada no último sábado (29.01) pela CUFA Vargem Grande, em parceria com a Associação Cultural de Artes e Danças (ACAD), para inaugurar o Kzarão, espaço utilizado pelas organizações para realização de suas atividades.

Durante o evento os jovens que participam das atividades culturais promovidos pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD demonstraram suas habilidades e talentos desenvolvidos com o apoio da nossa base.

A abertura da Tarde Cultural contou com as falas do representante da CUFA Vargem Grande, Osmael de Sousa, Cleo Freitas, Coordenador de Comunicação da CUFA Maranhão e Coordenador Executivo da CUFA Coroatá, e outros convidados. Outros membros da coordenação da base coroataense da CUFA, Daniel Viana e Jairo Cardoso, também participaram da abertura do evento.

Após as falas dos convidados as atividades tiveram início com a apresentação do grupo de Capoeira em seguida o break dance tomou conta com as apresentações das crews das cidades de Cantanhede, Itapecuru Mirim, Presidente Vargas e da cidade Vargem Grande. O grupo de street dance The King of Dance – Nova Geração também participou da festa com uma bonita apresentação.

Antes do encerramento da programação, ainda pudemos conferir uma apresentação de forró e uma improvisada roda de b.boys, onde todos saíram vencedores.

O encerramento da programação, para o delírio da platéia presente, ficou por conta da tão esperada Banda Core, que também utiliza o espaço Kzarão para seus ensaios.

O Kzarão é um espaço conquistado pela CUFA Vargem Grande e pela ACAD. As entidades transformaram um galpão abandonado (parte de onde antes funcionava uma escola) em um pólo de produção de manifestações culturais vargem-grandenses.

Com o esforço da coordenação das entidades o espaço está sendo melhorado para atender as necessidades da juventude das comunidades do entorno. Os visitantes do espaço podem conferir estampados nas paredes do Kzarão o talento do grafiteiro Osmael de Sousa, que também é um dos coordenadores da CUFA Vargem Grande.

Apesar da chuva que caiu sobre a ciadade naquela tarde, um número significativo de populares prestigiou o evento e aplaudiu as apresentações. Gilberto Filho (o Hupiado), Osmael e Jack, que comandou as apresentações, coordenadores da CUFA Vargem Grande, puderam demonstrar com destaque os resultados dos seus esforços para a manutenção e enriquecimento da cultura popular e periférica vargem-grandense.

PS: Vamos ficar devendo aqui as fotos em breve na nossa galeria.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


Por Cleo Freitas

Participei recentemente de um evento para educadores coroataenses que reúne anualmente além de professores, empresários e sociedade em geral. Os convites são disputados a tapas pelos demais mortais que, como eu, não se enquadram nas categorias citadas anteriormente.

Nesta edição do evento uma dupla de comediantes foi contratada para animar a festa. Eu estava me divertindo. Uma das esquetes apresentadas tirou-me, de súbito, do meu estado de diversão. A cerimonialista anunciou que a dupla encenaria a diferença entre um assalto em São Luís – MA e no Rio de Janeiro – RJ.

Início da cena. Reggae. Funk. Para a minha surpresa a camisa do assaltante estampava nas costas em letras garrafais “100% HIP HOP” e no peito, em letras menores, “Racionais Mc’s” (meu grupo de RAP favorito). Em cena dois caras brancos, possivelmente de classe média dentro dos nossos padrões, dramatizando (à sua maneira) um ato de violência.

A caracterização do assaltante me ofendeu. Eu curto HIP HOP, eu sou um assaltante? Quando os atores desceram do palco eu os esperava pronto para briga. Quis saber dos jovens artistas o que os levou a rotulação do assaltante como integrante do movimento cultural que defendo. Não poderia este assaltante apreciar jazz, rock, samba, pagode etc? Suas explicações foram infundadas, baseadas em seus (pré-)conceitos sobre a violência social e a imagem que muitos têm do HIP HOP. Mesmo após o surgimento do HIP HOP midiático e mercadológico esta visão deturpada não mudou.

Após argumentar solicitei a eles que, na próxima apresentação, fosse retirada a peça do vestuário do personagem (que não tem necessidade de ser rotulado como pertencente a este ou aquele estilo de viver, não é mesmo?).

Desde o princípio do seu surgimento o HIP HOP tem sido visto com maus olhos por aqueles que não compartilham da nossa realidade social, da realidade dos que construíram e constroem este movimento.

Ainda tem muita gente que pensa que todo favelado é marginal, que o rap é o abecedário para o crime (o que vamos fazer para mudar esta visão, ou melhor, o que estamos fazendo?).

Há alguns anos o HIP HOP, com seus quatro elementos (cinco, nove, que sejam) vem contribuindo para amenizar a realidade social nos guetos, mudar a vida de crianças, adolescentes e jovens, sendo uma alternativa ao crime, como temos visto no trabalho desenvolvido pela Central Única das Favelas – CUFA em todo o país.

O HIP HOP com seus elementos culturais tem proporcionado lazer, tem gerado renda, tem colorido ainda mais os Brasis e, principalmente, tem sido a cara e o grito de uma enorme parcela de pessoas que a sociedade (e nós não somos sociedade?) tem, a todo custo, tentado excluir e marginalizar. Nós estamos resistindo. Nós estamos mostrando a nossa força e o nosso talento.

O HIP HOP é, queiram ou não queiram, um elemento de transformação social que, felizmente, o governo brasileiro (na gestão do presidente Lula) tem incentivado o seu desenvolvimento. A atenção governamental a esta manifestação cultural dos menos favorecidos tem sido criticada por alguns membros da elite brasileira (puro neoliberalismo, o fascismo de outrora). Adiante. Vamos seguindo o nosso bonde, construindo um mundo com a beleza das cores do graffite, da poesia do RAP, da dança performática dos b. boys (e b. girls), tudo isso embalado pelo improviso dos nossos DJs (improvisar é imitar a vida).

Eu sou 100% HIP HOP, mas nunca assaltei ninguém.

Eu sou um assaltante?

Por Cleo Freitas

Participei recentemente de um evento para educadores coroataenses que reúne anualmente além de professores, empresários e sociedade em geral. Os convites são disputados a tapas pelos demais mortais que, como eu, não se enquadram nas categorias citadas anteriormente.

Nesta edição do evento uma dupla de comediantes foi contratada para animar a festa. Eu estava me divertindo. Uma das esquetes apresentadas tirou-me, de súbito, do meu estado de diversão. A cerimonialista anunciou que a dupla encenaria a diferença entre um assalto em São Luís – MA e no Rio de Janeiro – RJ.

Início da cena. Reggae. Funk. Para a minha surpresa a camisa do assaltante estampava nas costas em letras garrafais “100% HIP HOP” e no peito, em letras menores, “Racionais Mc’s” (meu grupo de RAP favorito). Em cena dois caras brancos, possivelmente de classe média dentro dos nossos padrões, dramatizando (à sua maneira) um ato de violência.

A caracterização do assaltante me ofendeu. Eu curto HIP HOP, eu sou um assaltante? Quando os atores desceram do palco eu os esperava pronto para briga. Quis saber dos jovens artistas o que os levou a rotulação do assaltante como integrante do movimento cultural que defendo. Não poderia este assaltante apreciar jazz, rock, samba, pagode etc? Suas explicações foram infundadas, baseadas em seus (pré-)conceitos sobre a violência social e a imagem que muitos têm do HIP HOP. Mesmo após o surgimento do HIP HOP midiático e mercadológico esta visão deturpada não mudou.

Após argumentar solicitei a eles que, na próxima apresentação, fosse retirada a peça do vestuário do personagem (que não tem necessidade de ser rotulado como pertencente a este ou aquele estilo de viver, não é mesmo?).

Desde o princípio do seu surgimento o HIP HOP tem sido visto com maus olhos por aqueles que não compartilham da nossa realidade social, da realidade dos que construíram e constroem este movimento.

Ainda tem muita gente que pensa que todo favelado é marginal, que o rap é o abecedário para o crime (o que vamos fazer para mudar esta visão, ou melhor, o que estamos fazendo?).

Há alguns anos o HIP HOP, com seus quatro elementos (cinco, nove, que sejam) vem contribuindo para amenizar a realidade social nos guetos, mudar a vida de crianças, adolescentes e jovens, sendo uma alternativa ao crime, como temos visto no trabalho desenvolvido pela Central Única das Favelas – CUFA em todo o país.

O HIP HOP com seus elementos culturais tem proporcionado lazer, tem gerado renda, tem colorido ainda mais os Brasis e, principalmente, tem sido a cara e o grito de uma enorme parcela de pessoas que a sociedade (e nós não somos sociedade?) tem, a todo custo, tentado excluir e marginalizar. Nós estamos resistindo. Nós estamos mostrando a nossa força e o nosso talento.

O HIP HOP é, queiram ou não queiram, um elemento de transformação social que, felizmente, o governo brasileiro (na gestão do presidente Lula) tem incentivado o seu desenvolvimento. A atenção governamental a esta manifestação cultural dos menos favorecidos tem sido criticada por alguns membros da elite brasileira (puro neoliberalismo, o fascismo de outrora). Adiante. Vamos seguindo o nosso bonde, construindo um mundo com a beleza das cores do graffite, da poesia do RAP, da dança performática dos b. boys (e b. girls), tudo isso embalado pelo improviso dos nossos DJs (improvisar é imitar a vida).

Eu sou 100% HIP HOP, mas nunca assaltei ninguém.


Por Cleo Freitas

Participei recentemente de um evento para educadores coroataenses que reúne anualmente além de professores, empresários e sociedade em geral. Os convites são disputados a tapas pelos demais mortais que, como eu, não se enquadram nas categorias citadas anteriormente.

Nesta edição do evento uma dupla de comediantes foi contratada para animar a festa. Eu estava me divertindo. Uma das esquetes apresentadas tirou-me, de súbito, do meu estado de diversão. A cerimonialista anunciou que a dupla encenaria a diferença entre um assalto em São Luís – MA e no Rio de Janeiro – RJ.

Início da cena. Reggae. Funk. Para a minha surpresa a camisa do assaltante estampava nas costas em letras garrafais “100% HIP HOP” e no peito, em letras menores, “Racionais Mc’s” (meu grupo de RAP favorito). Em cena dois caras brancos, possivelmente de classe média dentro dos nossos padrões, dramatizando (à sua maneira) um ato de violência.

A caracterização do assaltante me ofendeu. Eu curto HIP HOP, eu sou um assaltante? Quando os atores desceram do palco eu os esperava pronto para briga. Quis saber dos jovens artistas o que os levou a rotulação do assaltante como integrante do movimento cultural que defendo. Não poderia este assaltante apreciar jazz, rock, samba, pagode etc? Suas explicações foram infundadas, baseadas em seus (pré-)conceitos sobre a violência social e a imagem que muitos têm do HIP HOP. Mesmo após o surgimento do HIP HOP midiático e mercadológico esta visão deturpada não mudou.

Após argumentar solicitei a eles que, na próxima apresentação, fosse retirada a peça do vestuário do personagem (que não tem necessidade de ser rotulado como pertencente a este ou aquele estilo de viver, não é mesmo?).

Desde o princípio do seu surgimento o HIP HOP tem sido visto com maus olhos por aqueles que não compartilham da nossa realidade social, da realidade dos que construíram e constroem este movimento.

Ainda tem muita gente que pensa que todo favelado é marginal, que o rap é o abecedário para o crime (o que vamos fazer para mudar esta visão, ou melhor, o que estamos fazendo?).

Há alguns anos o HIP HOP, com seus quatro elementos (cinco, nove, que sejam) vem contribuindo para amenizar a realidade social nos guetos, mudar a vida de crianças, adolescentes e jovens, sendo uma alternativa ao crime, como temos visto no trabalho desenvolvido pela Central Única das Favelas – CUFA em todo o país.

O HIP HOP com seus elementos culturais tem proporcionado lazer, tem gerado renda, tem colorido ainda mais os Brasis e, principalmente, tem sido a cara e o grito de uma enorme parcela de pessoas que a sociedade (e nós não somos sociedade?) tem, a todo custo, tentado excluir e marginalizar. Nós estamos resistindo. Nós estamos mostrando a nossa força e o nosso talento.

O HIP HOP é, queiram ou não queiram, um elemento de transformação social que, felizmente, o governo brasileiro (na gestão do presidente Lula) tem incentivado o seu desenvolvimento. A atenção governamental a esta manifestação cultural dos menos favorecidos tem sido criticada por alguns membros da elite brasileira (puro neoliberalismo, o fascismo de outrora). Adiante. Vamos seguindo o nosso bonde, construindo um mundo com a beleza das cores do graffite, da poesia do RAP, da dança performática dos b. boys (e b. girls), tudo isso embalado pelo improviso dos nossos DJs (improvisar é imitar a vida).

Eu sou 100% HIP HOP, mas nunca assaltei ninguém.